domingo, 24 de abril de 2011














Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
a partir de sempre
toda cura pertence a nós
toda resposta e dúvida
todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser
todo verbo é livre para ser direto e indireto
nenhum predicado será prejudicado
nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas
e estar entre vírgulas pode ser aposto
e eu aposto o oposto que vou cativar a todos
sendo apenas um sujeito simples
um sujeito e sua oração
sua pressa e sua verdade,sua fé
que a regência da paz sirva a todos nós... cegos ou não
que enxerguemos o fato
de termos acessórios para nossa oração
separados ou adjuntos, nominais ou não
façamos parte do contexto da crônica
e de todas as capas de edição especial
sejamos também o anúncio da contra-capa
mas ser a capa e ser contra-capa
é a beleza da contradição
é negar a si mesmo
e negar a si mesmo
pode ser também encontrar-se com Deus
com o teu Deus
Sem horas e sem dores
Que nesse encontro que acontece agora
cada um possa se encontrar no outro
até porque...

tem horas que a gente se pergunta...
por que é que não se junta
tudo numa coisa só?

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O MENDIGO

Nos vultos pela madruga
Homens pontes calçadas são camas
Gemidos de frio e fome
Ninguém por perto pra socorrer
Imagens de pobres homens cansados de tanto sofrer
Palavras não os consolam o que querem é comer
Dialetos não me enganam venham os socorrer
Tristeza e sofrimento homens rotos e sem o saber
A ignorância fala mais auto meus ouvidos não agüentam mais
Ouvindo, vendo e crendo que o governo por eles.
Nada faz

O jazzS )

quarta-feira, 13 de abril de 2011


Antes a morte que a solidão





Tarde de sábado solitária É só metáforas
Quando digo, uma imensidão de tristeza. Que me abraça
E Um cincerro cinzeiro sobre a mesa e minha defesa
É o meu fiel companheiro, O cigarro.
E com um trago que selo minha fiel amizade
É com saudade que toco meu violão
São lamentos tristes é um vão
Tantas rosas eu sem ninguém no meu caixão
E só um vão e a decisão
Antes amor te que a solidão
Por que não tem como suporta
O desprazer de não ter com quem contar
Desabafar até chorar e suporta
A vontade de ter alguém
A vontade de amar

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

poema (higo,mateus,jason)

Acaricia minha pele fazendo dela casaco,
Afago para suas noites pueris.
Deste dorso em que me encontro,
Mar vazio imenso de minha busca,
Solidão é jubilo quando distante de teus lábios
Avante corsário!!!
Buscar tesouros, encantos de sereias, mares e marés, luas e cristais,
Uma inquisição e uma bússola...
Minha fina vida firme, tênue corda bamba onde caminho e tropeço,
Equilibro a libra e a lira parte,
Partícula insossa e sonsa,
Onda e onça, saco e caminho,
Um amor e um projétil enferrujados perfuram meu coração;
Avante!
O tempo dos mistérios já passou,
Monstros lendas e homens convivem nessa mesma nau,
Quando vais retornar com teu corpo de sol para aquecer-me a alma, meus pesadelos,
Meu dia, minha noite,
e com teus olhos brilhantes como estrelas iluminando minha vida
E minha morte deixando marcado na pedra que eu existi e amei
Deixando nas mentes dos que não amam a inveja de ter sentimento e a virtude de chorar."

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Desistir

Quem tem honras pra negociar, troco em magoas.
Horas Que achei, mas perdi que lutei, mas não vi.
Estava perto cego fui a de rota dos covardes, a desistência.
A miséria dos que se curvão perante a vida, pobre ser este.
Injusto com sigo próprio maldoso com seu nome
Malandro bobo morde no teu corpo e sorrir da pro pia carniça.
Roubou tua honra comprou e vendeu teu espírito sobrou teu retrato
Jogou se frente ao espelho esperou misericórdia se contentou com pouco
Estrada longa te ensina a caminhar
Caminhos desconhecidos te levam a conhecer
Batalhas perdidas te ensinam um dia ganhar
Desistir e nunca mais lutar te leva a morrer

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

AMBIÇÃO

Mentes que metem matam rasura soluções
Estragam vidas até a sua surda consciência
Figura de um homem cheio de razão
Perdeu a razão pobre carne podre salve o teu espírito
Ainda a tempo não a tempo a perde
Teu ouro e de tolo tua roupas também se desintegraram
Seu cérebro fabuloso mesquinho ambição não te salvara
Maldita sorte não é ter sorte E gargalhar da morte
Esperando ela de levar
Espíritos arrastado para longe do bem será
O dinheiro compra carro compra
O cheiro das flores em liquido, sua roupa de marca.
Sua voz, Seu espírito sofre sua alma já tosca.
Sua gula tão podre, sua morte sem piedade.
Se fosse só terra se fosse só água se fosse só fogo
O homem viveria a dor não existia as lagrimas não eram motivos de tristeza
Chorariam de emoção